Como aplicar o design thinking na advocacia?

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O design thinking é um termo que vem ganhando cada vez mais espaço em diferentes áreas, como tecnologia, marketing e até mesmo direito. Esse tema é fundamental para qualquer advogado que deseja criar diferenciais competitivos para seu escritório e fazer com que ele se destaque no mercado.

Quer saber mais sobre o assunto? Leia este conteúdo para entender mais sobre esse conceito, saber suas fases e entender como ele pode ser aplicado por advogados. Acompanhe!

O que é o design thinking?

De forma geral, essa é uma metodologia voltada à integração de habilidades e mentalidades inovadoras, que podem ser aplicadas tanto em um ambiente corporativo como em uma sala de aula.

Ao implementá-la na rotina do escritório, seu pessoal conquista a capacidade de criar respostas para seus problemas, solucionar conflitos ou propor novas ideias para entregar valor aos clientes.

Quais são as fases do processo de design thinking?

Na prática, o design thinking consiste em um conjunto de fases a serem aplicadas pelos gestores e funcionários do negócio. Veja quais são elas abaixo.

Imersão (entendimento)

Essa é uma fase preliminar que tem a finalidade de informar os colaboradores sobre o procedimento, definir um objetivo e levantar as informações a serem pesquisadas. Exemplos de ferramentas que podem ser aplicadas nesse momento são os mapas conceituais e organogramas.

Ideação (criação)

A ideação envolve a geração de pensamentos para alcançar o objetivo. Assim, será necessário fazer reuniões e atividades que impulsionem a criatividade dos participantes, como:

  • matriz de alinhamento: todos alocam ideias em um painel de certezas, suposições ou dúvidas e debatem sobre elas;
  • brainstorming: dinâmica de grupo que promove a inovação do pessoal;
  • mural de possibilidade:s os indivíduos anexam ideias no mural e, no fim, todos votam nas melhores ideias.

Prototipação (teste)

Nessa fase, as ideias saem do papel, sendo feitos protótipos que podem ser testados. Seu objetivo é de testar as possibilidades e verificar quais delas serão viáveis.

Desenvolvimento (aplicação)

Os protótipos bem-sucedidos são validados. Depois, são identificados pontos de melhoria e realizados eventuais ajustes.

Como o design thinking pode ser aplicado por advogados?

Essa é uma metodologia que pode ser aplicada sempre que não existir uma solução óbvia para os problemas do escritório. Por exemplo, em razão da situação de crise gerada pela pandemia do coronavírus, grande parte dos clientes desejarão solucionar seus problemas de forma mais rápida e econômica.

Assim, os advogados podem aplicar a metodologia para chegar a novas ideias para conquistar e fidelizar clientes, como, por exemplo, passar a atuar como um mediador. Sempre que o design thinking é aplicado na rotina de escritórios de advocacia, ele é chamado de “legal design thinking”.

O advogados obtêm muitas vantagens e diferenciais competitivos ao implementar essa técnica, como:

  • maior facilidade e agilidade na solução de problemas no escritório;
  • capacidade de desenvolver novos serviços;
  • melhor entendimento sobre os desejos e necessidades dos clientes;
  • criação de soluções inovadoras para seus clientes.

Por fim, sugerimos que você aplique o design thinking no dia a dia do seu trabalho. Isso melhorará a gestão do seu escritório de forma generalizada, aumentando o engajamento da equipe e permitindo a criação de serviços que entreguem mais valor aos clientes.

Para que você entenda mais sobre como funciona o processo de criação de ideais no escritório, leia nosso artigo que explica sobre o paradoxo da inovação. Boa leitura!