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Palavras- chaves: Compliance, novos pilares, lavagem de dinheiro, ética
Nas últimas décadas, os programas de compliance deixaram de ser vistos apenas como estruturas de prevenção jurídica e passaram a ocupar um espaço mais estratégico dentro das organizações.
Se antes o foco recaía quase exclusivamente sobre os pilares clássicos — como apoio da alta administração, código de conduta, treinamentos, canais de denúncia, investigações internas e monitoramento — hoje esse arcabouço, embora continue essencial, já não é suficiente por si só para responder à complexidade do ambiente corporativo contemporâneo.
A esses pilares somam-se outros igualmente relevantes, como a centralidade da cultura organizacional, a gestão de terceiros, utilização de tecnologia e a transparência na tomada de decisão. Que são cruciais para evitar a lavagem de dinheiro e a corrupção.
A transformação digital, a intensificação das exigências regulatórias, a pressão de investidores e da sociedade por condutas responsáveis e o aumento da interdependência entre riscos tornaram necessário ampliar a visão sobre o que sustenta um programa de compliance efetivo.
Sobre esse tema será nosso nova série, tendo analisado os pilares clássicos do compliance como: avaliação de fornecedores, presentes, viagens e entretenimento, comprometimento da alta gestão, Canal de Denúncia, conheça seu cliente, Treinamento, Monitoramento, Código de ética, conduta e Manuais; e como eles colaboram na prevenção à corrupção e lavagem de dinheiro.
Agora vamos analisar novos pilares da área de compliance, entre os quais; uso de dados e tecnologia, gestão integrada de riscos, ESG e conduta responsável, cyber compliance, compliance adaptável e ágil, mensuração de efetividade, “tone from the Middle” (apoio da média gestão) e foco em toda a rede de relacionamentos, um desdobramento do famoso “KYC” ou conheça seu cliente.
Os novos pilares da área de compliance refletem a necessidade de uma atuação mais estratégica, preventiva e integrada ao negócio. Além do cumprimento de leis, normas e políticas internas, o compliance moderno passa a incorporar temas como cultura, ética, gestão de riscos de terceiros, proteção de dados, transparência, monitoramento contínuo e responsabilidade corporativa.
Nesse contexto, a área deixa de ter um papel apenas fiscalizador e passa a atuar como parceira do negócio, promovendo integridade, confiança e sustentabilidade nas relações da empresa com clientes, colaboradores, fornecedores e demais contrapartes. Assim, os novos pilares de compliance fortalecem não apenas a conformidade regulatória, mas também a reputação e a resiliência da organização.
Em conjunto, esses elementos mostram que o compliance moderno ultrapassa a lógica tradicional de controle e assume uma função mais estratégica, transversal e orientada à construção de confiança.
Assim, mais do que revisar pilares clássicos, o desafio atual está em complementar sua base com novas capacidades que permitam às organizações enfrentar riscos complexos, sustentar reputação e promover integridade de forma consistente de acordo com os novos desafios da contemporaneidade.
Você conhece ou já atua com outros pilares modernos de compliance? Compartilhe sua perspectiva e contribua para construirmos essa série em conjunto. O debate é essencial para a construção e o aprimoramento contínuo do conhecimento na área de compliance, especialmente em um cenário de constantes transformações regulatórias, éticas e operacionais.
Ao promover a troca de experiências, visões e práticas, fortalecemos não apenas a atuação da área, mas também sua relevância estratégica para a integridade, a transparência e a sustentabilidade das organizações.
Acompanhe nossas discussões sobre o tema.




