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Como evitar a Corrupção e Lavagem de Dinheiro na perspectiva dos novos pilares do compliance: gestão integrada de riscos

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Como evitar a Corrupção e Lavagem de Dinheiro na perspectiva dos novos pilares do compliance? No segundo artigo dessa série, responderemos à essa pergunta sob a perspectiva da gestão integrada de riscos.

A capacidade empresarial de prevenir a corrupção e a lavagem de dinheiro deve ser encarada como uma das principais prioridades das organizações modernas. Isso porque vivemos em um ambiente regulatório cada vez mais complexo e dessa feita, estar em conformidade com as normas não pode ser tratado como uma função isolada de controle, mas deve fazer parte de um modelo amplo e estratégico, baseado na gestão estratégica de riscos.

Mais do que cumprir leis, normas internas e exigências regulatórias, as empresas devem identificar, avaliar, monitorar e responder aos riscos de forma coordenada e adequada. Já que a corrupção e a lavagem de dinheiro não são ameaças isoladas, mas decorrem de falhas de governança, fragilidade nos controles internos, deficiência na supervisão de terceiros, falta de transparência e decisões tomadas de forma fragmentada. 

Sendo assim, a gestão integrada de riscos permite enfrentar essas vulnerabilidades ao conectar as perspectivas de compliance, jurídico, finanças, operações e reputação.

No contexto da gestão sistêmica de riscos, esse processo se torna mais eficaz porque as informações são compartilhadas entre diferentes áreas, permitindo a identificação mais precisa de sinais de alerta, padrões incomuns e falhas de controle. 

A estrutura integrada de gestão de riscos também melhora a resposta a incidentes. Quando os riscos de compliance são avaliados conjuntamente a incidentes operativos, financeiros e estratégicos, a empresa prioriza recursos e é mais ágil na tomada de solução. Auditoria interna, compliance, financeiro e áreas de negócio precisam trabalhar juntos, partilhando informações e responsabilidades.

A efetividade da abordagem holística de riscos necessita também de processos e procedimentos robustos capaz de identificar e tratar eventos críticos. Estabelecendo, para tanto, parâmetros objetivos de avaliação de riscos, revisão periódica de controles internos, assegurando que decisões críticas possam ser feitas de acordo com dados sólidos colhidos em análise multidisciplinar. Ao focar na prevenção, vislumbra-se uma diminuição de erros e omissões, falta de gerência, bem como de comportamentos que não observam padrões éticos esperados.

Exige também atenção não só ao ambiente interno da empresa, mas também o externo. Mesmo porque, ambientes regulatórios mudam, novas normas são publicadas, novos relacionamento comerciais são estabelecidos, a operação se transforma frente às novas tecnologias e pressões mercadológicas podem aumentar o nível de exposição a riscos, exigindo novas respostas. 

O modelo corporativo de gestão de riscos permite adaptação, fortalecendo a governança e consolidação de uma atividade transparente alinhada às exigências contemporâneas de compliance.

Em suma, evitar a corrupção e a lavagem de dinheiro necessita de uma abordagem focada em prevenção, capaz de coordenar as mais diferentes necessidades. 

Continue nos seguindo, porque no próximo artigo vamos continuar conversando sobre como evitar Corrupção e Lavagem de Dinheiro na perspectiva dos novos pilares do compliance, sob a perspectiva de ESG e conduta responsável.

Palavras chaves: Compliance, novos pilares, Corrupção, Lavagem de Dinheiro, gestão integrada, riscos