Conheça os 5 principais tipos de mediação existentes

Muito tem-se dito sobre mediação. De fato, o próprio Novo Código de Processo Civil Brasileiro deu ênfase às formas de conciliação e mediação, tornando-a uma etapa obrigatória pré-processual. Portanto, compreender o fenômeno e os tipos de mediação existentes tem sido cada vez mais essencial aos profissionais da área jurídica.

Abordaremos, neste artigo, cinco tipos de mediação:

  1. Mediação do tipo facilitadora;
  2. Mediação do tipo avaliativa;
  3. Mediação do tipo narrativa;
  4. Mediação do tipo transformativa; e
  5. Mediação do tipo warattiana.

Cada uma delas representa uma técnica diferente para se chegar ao resultado: um acordo entre as partes.

Isso porque a mediação, diferentemente dos processos judiciais, não procura um vencedor, mas um ponto de convergência entre os envolvidos.

O papel do mediador não é o de julgador, e o profissional não tem poder de decisor, mas, sim, de catalisador, visando permitir o melhor diálogo entre os mediados.

Sabendo disso, a seguir, conheça 5 importantes técnicas de mediação!

1. Mediação Facilitadora

Também chamada de mediação tradicional, de mediação satisfativa, ou de modelo tradicional-linear de Harvard.

O tipo de mediação facilitadora é um dos mais antigos em termos de aplicação, embora sua estruturação formal tenha sido estudada e formatada no começo do século XX.

Essa técnica entende que as partes sempre podem chegar a um acordo sólido e duradouro se munidas de informação, tempo e apoio o bastante. É composta de cinco fases:

  • abertura do mediador, que introduz o que está sendo negociado;
  • abertura das partes em sessão conjunta, que expõem seus pontos de vista;
  • sessões privadas, em que o mediador dialoga com cada parte;
  • negociação, em que se discute o que seria possível ceder ou concordar;
  • acordo, em que as partes entram em denominador comum.

Nesse tipo de mediação, o mediador raramente emite qualquer opinião, especialmente sobre os resultados de uma possível ação judicial.

2. Mediação Avaliativa

Nesse modelo de mediação, o intuito é alcançar um acordo entre as partes, com foco no resultado, e não no interesse de cada parte.

O tipo de mediação avaliativa se baseia em uma possível previsão de como o conflito se desenrolaria em um tribunal.

Com base nessa avaliação, o mediador, que geralmente é da área jurídica, avalia o caso e expõe como acredita que seria a resolução em juízo. Esse método tende a emular um processo judicial.

3. Mediação Narrativa

Também conhecida como mediação narrativa circular, essa técnica tende a levar em consideração as histórias das partes e conseguir encontrar o sentido na construção da relação entre elas para a existência e a resolução do problema.

Esse tipo de mediação tem, como ponto de partida, que todas as pessoas vivem através de histórias e discursos, ou seja, a formação é construída por meio das relações. Procura, por isso, evitar determinismos essencialistas, ou seja, não assume que as pessoas possam ser intrinsecamente agressivas, frágeis, boas, ou depressivas, por exemplo, mas que desenvolvem esses comportamentos.

Por meio da escuta dual das histórias das partes, busca-se uma ressignificação destas. Assim, o objetivo é o de encontrar a resolução na construção de uma nova história.

4. Mediação transformativa

Esse modelo de mediação tem como objetivos restabelecer a relação e empoderar as pessoas em conflito para, depois, resolver a disputa. O método foca em que cada uma das partes possa compreender as necessidades e os interesses da outra.

Similar ao método tradicional, aqui, o mediador serve apenas como um facilitador da conversa, não influindo no resultado ou na decisão.

5. Mediação warattiana

Proposta por Luis Alberto Warat, a mediação warattiana é um dos tipos de mediação mais peculiares, pois trabalha o amor. E não tem como objetivo chegar necessariamente em um acordo, mas em construir a diferença e a alteridade entre as partes. Desse modo, visa que os litigantes possam reconhecer o amor ao outro.

Esse modelo se intitula Terapia do Amor Mediado e propõe não apenas o amor e a sensibilidade como uma forma de mediação, mas como sentimentos desenvolvidos ao longo do processo judicial.

Além dessas 5 técnicas, existem diversos outros tipos de mediação. E, claro, cada um dos modelos aqui apresentados pode ser aprofundado e apresentar derivações muito interessantes.

A Ambra College oferta um Mestado Acadêmico em Ciências Jurídicas que possuem uma área de concentração em métodos alternativos de resolução de conflitos. Opcionalmente, os egressos do mestrado poderão fazer curso completar para se tornarem mediadores registrados pela Florida Supreme Court.

Mestrado em Ciências Jurídicas da Ambra College
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